Tuesday, September 7, 2010

IBGE: Mulheres ainda são minoria no mercado de trabalho

No Dia Internacional da Mulher, O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou dados sobre a participação da população feminina no mercado de trabalho, seu perfil etário e educacional, além do contingente feminino no setor público, a jornada de trabalho considerada a escolaridade e o percentual de mulheres que gostaria de trabalhar mais. As informações constam no especial “Mulher no Mercado de Trabalho: Perguntas e Respostas”, realizado com base na Pesquisa Mensal de Emprego 2009, composta á partir de dados das regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.

Segundo a pesquisa, 35,5% das mulheres tinham carteira de trabalho assinada em 2009. O percentual fica abaixo da quantidade de homens, que é de 43,9%. As mulheres empregadas sem carteira e trabalhando por conta própria correspondiam a 30,9%. Entre os homens, este percentual era de 40%. Já o percentual de mulheres empregadoras era de 3,6%, pouco mais da metade do percentual verificado na população masculina (7,0%).

Entre as trabalhadoras, 61,2% tinham 11 anos ou mais de estudo, ou seja, pelo menos o ensino médio completo. Nesse ponto as mulheres estão na frente dos homens, cujo percentual era de 53,2%. A parcela de mulheres ocupadas com nível superior completo era de 19,6%, também superior ao dos homens (14,2%). Por outro lado, nos grupos de menor escolaridade, a participação dos homens era superior a das mulheres.

O rendimento de trabalho das mulheres, estimado em R$ 1.097,93, continua inferior ao dos homens (R$ 1.518,31). Em 2009, comparando a média anual de rendimentos dos homens e das mulheres, verificou-se que as mulheres ganham em torno de 72,3% do rendimento recebido pelos homens. Em 2003, esse percentual era de 70,8%.

Aumentou a escolaridade das mulheres que procuram trabalho

Em 2009, entre o 1,057 milhão de mulheres desocupadas e procurando por trabalho, 8,1% tinha nível superior. Houve aumento na escolaridade dessas mulheres, visto que em 2003, em média, 5,0% tinham nível superior. Esse crescimento resulta do aumento da escolaridade de uma forma geral.

O aumento da escolaridade também pode ser verificado em outros níveis. Em 2003, em média, 44,7% das mulheres desocupadas tinham 11 anos ou mais de estudo. Em 2009, essa proporção ultrapassou significativamente a metade da população (59,8%). Verificou-se que a população feminina desocupada é proporcionalmente mais escolarizada que a população feminina acima de 10 anos. Enquanto, em média, 81,2% da população feminina desocupada tinham oito anos ou mais de escolaridade, na população em idade ativa este percentual era de 61,1%.

Cresceu o percentual de mulheres adultas querendo trabalhar

A população feminina desocupada (1,057 milhão de mulheres, em 2009) está muito concentrada no grupo etário entre 25 e 49 anos de idade. Em 2003, as mulheres nesta faixa etária correspondiam a 49,3% da população feminina desocupada. Em 2009, elas já eram mais da metade: 54,2%.

fonte

  • Loja de Sites

Comentários

Deixe seu comentário...
Se você quiser uma foto para ser mostrada no seu comentário, crie um gravatar!

Você precisa estar 'logado' para comentar.